Li também que há corredores subterrâneos que ligavam às peças de artilharia espalhadas ao longo da encosta, infelizmente não encontrei os acessos e será mais um motivo para lá voltar.
- na margem esquerda pelo:
- Baluarte da Caparica, depois conhecido como Torre Velha; e na margem direita, pelas:
- Torre de Santo António de Cascais (Baluarte de Cascais);
- Torre de São Vicente de Belém (Baluarte de São Vicente a par de Belém)
"E assim mandou fazer então a (...) torre e baluarte de Caparica, defronte de Belém, em que estava muita e grande artilharia; e tinha ordenado de fazer uma forte fortaleza onde ora está a formosa torre de Belém, que el-Rei D. Manuel, que santa glória haja, mandou fazer; para que a fortaleza de uma parte e a torre da outra tolhessem a entrada do rio. A qual fortaleza eu por seu mandado debuxei, e com ele ordenei a sua vontade; e tinha já dada a capitania dela [a] Álvaro da Cunha, seu estribeiro-mor, e pessoa de que muito confiava; e porque el-Rei João faleceu, não houve tempo para se fazer." (RESENDE, Garcia. Crónica de D. João II, 1545.
Em 1570 , à semelhança do que aconteceu com diversos fortes ao longo da costa portuguesa, D. Sebastião (1568-1578) mandou reformar a antiga torre, transformando-a numa fortificação de maiores dimensões. Nessa época passou a ser designada por Fortaleza de São Sebastião da Caparica. Os trabalhos prosseguiram durante a Dinastia Filipina , tendo o seu projeto sofrido alterações estruturais. Nesta fase a fortificação era conhecida como Torre dos Castelhanos.
Da Guerra Peninsular aos nossos dias
No contexto da Guerra Peninsular ; as fortificações da margem sul do Tejo foram desactivadas. Entretanto, o levantamento de Outubro de 1808 , aponta-lhe:
- 5 peças de bronze <, da praça, calibre 36;
- 4 peças de calibre 18;
- 9 peças de calibre 12;
- 5 peças de ferro , calibre 24;
- 9 peças de ferro, calibre 18 e
- 6 peças de ferro, calibre 6.
- 6 reparos para peças de artilharia de praça, de calibre 36;
- 9 reparos para peças de artilharia de campanha, de calibre 12;
- 2 carretas de marinha para peças de calibre 36;
- 5 carretas de marinha para peças de calibre 24;
- 13 carretas de marinha para peças de calibre 18;
- 6 carretas de marinha para peças de calibre 6;
- 2.400 balas e lanternetas dos calibres 36, 18, 12 e 8.
- 1 peça de ferro, calibre 28;
- 6 peças de ferro, calibre 6;
- 17 peças de ferro, calibre 12;
- 2 morteiros de ferro, calibre 9;
- 2.500 balas de diversos calibres e
- 50 bombas, calibre 9.
- 2 peças, calibre 26;
- 6 peças, calibre 24 e
- 4 peças, calibre 18.
- 1 subalterno
- 1 sargento
- 3 cabos e
- 31 soldados.
Características
A estrutura que chegou aos nossos dias conserva as partes fundamentais existentes em meados do século XVII , como pode ser constado pela comparação com uma planta datada de 1692 no acervo da Torre do Tombo (Coleção Casa de Cadaval).
Curiosidades
Aqui, na Torre Velha, D. Francisco Manuel de Melo escreveu a obra "Carta de Guia de Casados " (Lisboa, 1651).
Fonte : Wikipedia
"O local ficou assinalado pela presença dos romanos e dos árabes que escolheram este pequeno porto do Tejo para termo da sua principal estrada. Inicialmente denominaram-na Castelo do Porto-Brandão.
A Torre Velha foi mandada construir por D. João II, no séc. XV. O seu nome vem da antiguidade em relação à torre erguida em frente, em Belém (Torre de Belém), por D. Manuel para, em articulação com esta, cobrir com artilharia toda a área do Tejo, defendendo a sua entrada.
D. Sebastião mandou-a reedificar em 1570, passando a partir daí a chamar-se Torre ou Fortaleza de São Sebastião de Caparica. Mais tarde, foi conhecida por Torre dos Castelhanos, pois estes fizeram-lhe algumas obras e colocaram sobre o pórtico de serventia da praça as armas de Castela, em 1640, despedaçadas pelo povo. Após esta data, a fortaleza teve grandes obras de melhoramento. A sua forma não era regular, a torre era redonda e tinha uma capela consagrada a São Brás e São Sebastião. Pertencia ao Padroado Real e eram seus alcaides-mores e governadores perpétuos os senhores da Casa e Morgado de Caparica. No final do século XIX, instalou-se nesta fortaleza o Lazareto Velho e, mais tarde, construiu-se um outro edifício para o Lazareto Novo, actualmente ocupado pelo Asilo 28 de Maio".
José Quintanilha Mantas

